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17/08/2017Vocação


Autor: Pe. Bruno Alves Coelho, C.Ss.R.

Promotor Vocacional da Província do Rio.


 

 

 

O derradeiro passo vocacional de Santo Afonso
 
Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, cresceu no século XVIII. Filho de família nobre e influente no Reino de Nápoles, recebeu todos os cuidados para que se formasse com excelência e se tornasse homem destacado quando adulto. Aos dezesseis anos de idade já era formado em direito civil e canônico e se transformaria no maior advogado do Reino. De sua mãe recebeu refinada educação religiosa que lhe permitiu andar sempre de acordo com os princípios cristãos amar a justiça e verdade como vontade de Deus para o bem-estar dos homens.
 
Diferentemente do que podemos pensar atualmente, os santos não nascem prontos, mas, se fazem. E só é possível ao ser humano se tornar santo se, e somente se, escutar em seu coração o chamado de Deus e respondê-lo com generosidade de vida. Ou seja, para ser santo é necessário abraçar a vocação que Deus nos deu em nosso nascimento. Afonso dá esse derradeiro passo de abraçar sua vocação quando abandona os tribunais.
 
O episódio famoso na vida de Afonso do abandono dos tribunais é corretamente atribuído em sua vida como o dia em que ele se decidiu pela vida presbiteral. Todavia, a motivação é comumente atribuída à decepção da perda de uma causa por corrupção dos juízes. Ora, ninguém assume uma vocação por decepção, mas, por convicção! Portanto, a decisão de Afonso em se tornar padre nasce por ele ter notado que a casa da justiça, o Tribunal de Nápoles, estava corrompido e não representava a justiça e a verdade, ou seja, estava contra a vontade de Deus. Assim, Afonso abandona os tribunais não por decepção, mas, por descobrir que como padre ele poderia servir a Deus na justiça e verdade do Evangelho.
 
A atitude de Afonso em sua juventude nos ilumina a também nós fazermos um exame de consciência e nos perguntarmos se realmente abraçamos a vocação que Deus sonhou para nós, ou, estamos apenas representando algum papel exterior que nos afasta de nossa verdade e não nos deixa abraçar a justiça divina para nós: sermos santos como o Pai do Céu é santo (cf. Mt 5,48).
 
 

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