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Província do Rio - Em dia com a bíblia - 15º Domingo do Tempo Comum

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12/07/201715º Domingo do Tempo Comum


Autor: Padre José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

 Missionário Redentorista da Província do Rio, formado em Ciências Bíblicas.


 

16 de julho - 15º Domingo do Tempo Comum

 
1ª leitura: Is 55,10-11
2ª leitura: Rm 8,18-23
Evangelho: Mt 13,1-23
 
O profeta Isaías compara a Palavra de Deus com o ciclo natural da chuva e da neve. A evaporação forma as nuvens que produzem chuva ou neve que, caindo, banham e fertilizam a terra. A Palavra de Deus é também ciclo vital e capaz, descendo do alto, de tornar fecunda nossa vida e assim fertilizar outros aspectos da história humana. A água e a neve fazem o papel de “mensageiras”: depois de realizada sua primeira obra, a de fazer germinar as sementes no solo, retornam ao céu com a evaporação, para recomeçar uma nova transformação. A Palavra de Deus evita que a existência humana se torne um terreno seco e estéril. E como o ciclo da água não pode recomeçar se não tiver realizado primeiro sua função, assim a Palavra do Senhor não voltará a Ele sem ter antes cumprido a missão.
 
Os sofrimentos que padecemos nesta vida serão recompensados quando da nossa volta para o Pai, embora a graça que nos será revelada já esteja em nós, mas ainda oculta aos nossos olhos. A revelação é expectativa de toda a “criação”, de tudo o que foi criado, e que participa do caminho que o povo fiel está percorrendo rumo à meta final. A criação inteira foi submetida ao pecado, à ambição de poder, ao egoísmo humano, que deterioraram, mas não mudaram, sua natureza. Essa submissão não é certamente obra de Deus, mas obra do mal, e é o próprio homem que se torna “mau” no momento em que coloca o mal acima do bem. Mas tudo isso é transitório e um dia terminará e todos os filhos de Deus serão libertados do peso do pecado, chegando à glória celeste. A passagem da caducidade das coisas terrenas, do pecado, da cegueira que muitas vezes nos acompanha, para a redenção e para a libertação do mal, seguirá um percurso temporal pessoal.
 
“Fala, Senhor, que teu servo escuta!”, pedia o jovem Samuel. Muita gente gostaria de ouvir a voz de Deus falando-lhe pessoalmente. Mas o Senhor é um Deus que fala! Fala na minha consciência, fala nos acontecimentos da vida e da história, fala na sua Palavra que é a Bíblia. Mas para ouvir o que Ele diz, é preciso estar em sintonia, buscar a sua voz, fazer calar outras vozes. O silêncio é o clima adequado.
 
Deus fala numa língua que todos podem entender: a língua do amor. Ele nos ama e nos fala ao coração. No amor conseguimos entender o que Ele diz.
 
A parábola do semeador nos coloca em condições de crer e de nunca desesperar de nossa fé em Cristo e na sua Palavra. Quando a Palavra de Deus chega a um coração puro, encontra terreno fértil que produzirá plantas e frutos. Um coração onde há pecado é comparável a um terreno pedregoso, mas que pode ser cultivado pelo arrependimento e começar a dar frutos. O coração que não escuta a Palavra do Senhor é um coração frio, árido, desolado como o deserto e que poderia fazer-nos pensar na impossibilidade de semear e de colher, mas quando se trata de pessoas nunca podemos perder a esperança, pois também aí, o lavrador paciente e atencioso pode alcançar bons resultados.
 
É belo e nos encoraja pensar que muitas pessoas construíram a sua vida cristã em cima de uma simples palavra do Evangelho que as transformou por completo.
 
Me comove este Deus que em nós tem semeado tanto, com tão pouco resultado. Ele vê que muitas vezes não correspondemos, mas alguma vez sim, e então produzimos até cem vezes mais. Amo este Deus semeador, cheio de confiança na força da semente e na bondade do punhado de terra que somos nós, ao mesmo tempo terreno de espinhos e terra capaz de produzir grande colheita.
 
 

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