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Província do Rio - Em dia com a bíblia - 23º Domingo do Tempo Comum

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06/09/201723º Domingo do Tempo Comum


Autor: Padre José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

 Missionário Redentorista da Província do Rio, formado em Ciências Bíblicas.


 

 10 de setembro - 23º Domingo do Tempo Comum

 
1ª leitura: Ez 33,7-9
2ª leitura: Rm 13,8-10
Evangelho: Mt 18,15-20
 
O profeta não fala em nome próprio, mas é o porta-voz de Deus; portanto, deve referir fielmente e sem temor a mensagem que lhe vem do Alto. Ele coloca assim cada um diante da sua responsabilidade pessoal. Mas se o ímpio não se converte porque não foi chamado à conversão, o profeta deverá prestar contas da sua omissão. Toda pessoa de bem precisa assumir o cuidado de ser um mensageiro fiel, que ajude o irmão a tomar consciência de seus deveres e, portanto, de sua própria responsabilidade.
 
O oráculo de Ezequiel é rico de esperança e de purificação para o povo de seus pecados. O profeta deve sustentar os irmãos para que não abandonem a fé no Senhor. O exemplo do profeta nos mostra como temos também nós a tarefa de nos ajudar mutuamente para preservar a fé e praticar as boas obras em toda circunstância de nossas vidas.
 
Paulo recorda o mandamento do amor como princípio de todas as leis. O cristão caminha junto com os irmãos em seu seguimento de Jesus Cristo. Viver um relacionamento fraterno nos torna capazes de observar os mandamentos da lei que o Senhor nos deu.
 
O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Às vezes temos de reconduzir alguém a um tipo de comportamento mais fiel a Deus, mas temos medo de ferir a pessoa do outro, ou de provocar a perda da sua amizade. Então, recordemos que a lei maior é de fato a caridade, cumprimento perfeito da lei. Portanto, se temos de corrigir um irmão, seja a nossa iniciativa movida, não pelo zelo da lei a ser cumprida, mas pelo interesse em salvar o irmão.
 
Corrigir os que erram é uma das obras de misericórdia, conforme recordamos no ano passado, no Jubileu da Misericórdia. Hoje o evangelho nos fala dessa correção fraterna. Se um irmão estiver no caminho errado, será um ato de caridade corrigi-lo. Nem sempre nossos conselhos serão bem aceitos, mas o amor fraterno nos leva a tentar, depois de pedir a Deus a sabedoria necessária. A caridade, quando está unida com a liberdade, afasta o temor e conforta o irmão. A correção eficaz é aquela feita com amor. Para perdoar é preciso primeiro ouvir e só depois corrigir. A Igreja também precisa interrogar-se sobre a sua fidelidade ao Evangelho e não só exigi-la dos outros.
 
Como na parábola do agricultor que pede ao patrão para ter paciência para ver se cuidando melhor da árvore ela dará fruto, o amor pede que se empreguem todos os meios para encontrar o caminho que leva ao coração do irmão.
 
A vontade do Senhor é que não se perca nenhum de seus pequeninos; por isso nunca se deve pensar que não há mais nada a fazer. Sempre é preciso tentar de novo.
 
O irmão que erra seja conduzido de volta à comunhão, para reconstruir aquela unidade do grupo, na qual Jesus está presente, “onde dois ou três estiverem reunidos em seu nome”.
 
A oração feita na concórdia será ouvida por Deus, porque é feita na caridade, no perdão, na compreensão, na partilha, naquele amor que é capaz de dar a vida pela pessoa amada. Porque Jesus estará rezando também no meio daqueles que estão reunidos em seu nome e seu espírito de amor reza em nosso nome.
 

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Comentários realizados:


Muito bom o texto ! Parabéns ao Pe Vidigal por nós presentear com seus profundos conhecimentos teológico e bíblico!


Francisco Pantuza Antunes - Há 12 dias

 
 

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